Modernismos

As primeiras décadas do século 20 foram marcadas por intensas transformações artísticas, sociais e políticas no Brasil e no mundo, impulsionadas pela industrialização e pela circulação de novas ideias. Em diálogo com as vanguardas europeias, os modernistas brasileiros promoveram uma renovação estética caracterizada pela ruptura com o academicismo e pela experimentação de novas linguagens visuais. Ao voltar seu olhar para o cotidiano e para a diversidade cultural do país, procuraram redefinir as noções de identidade nacional.

Neste núcleo da exposição, reúnem-se obras que evidenciam os intercâmbios entre os contextos brasileiro e internacional na formação da arte moderna. Entre os artistas estrangeiros, destacam-se Alberto Giacometti, Constantin Brancusi, Fernand Léger, Jean Arp, Lucio Fontana, Robert Motherwell e Serge Poliakoff. Simultaneamente, aparecem nomes incontornáveis do modernismo brasileiro, como Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Portinari, Tarsila do Amaral e Vicente do Rego Monteiro, cujas obras contribuíram para a renovação estética e para novas leituras da cultura e da identidade do país. O conjunto volta sua atenção para o cotidiano e as dinâmicas sociais, mas também para visões que conectam com o surrealismo e a abstração, mostrando um país diverso e em transformação, aliado à experimentação formal e atento aos diferentes contextos e entornos. 

Além dos artistas canônicos, leituras contemporâneas do modernismo brasileiro, marcadas por um olhar crítico, têm ampliado a interpretação do movimento ao evidenciar a centralidade de determinados grupos, regiões e circuitos de sociabilidade. Em diálogo com essas perspectivas, este núcleo contempla trajetórias e experiências que permaneceram relativamente à margem, incorporando artistas e produções que contribuem para uma avaliação mais ampla e complexa da arte moderna no Brasil, revelando a diversidade de experiências que a constituem.

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