As mulheres fazem-se cada vez mais presentes e ganham espaço em locais antes apenas acessível aos homens. No mercado de trabalho, os preconceitos eram normalizados, principalmente em áreas e profissões consideradas masculinas, como a Engenharia. Em resposta, Portinho e outras colegas fundam, em 1937, a Associação Brasileira de Engenheiras e Arquitetas, a primeira associação trabalhista com distinção de gênero.
A biografia profissional de Portinho é um exemplo dessa ocupação de espaços e funções por parte de mulheres: foi diretora do Departamento de Habitação Popular, diretora executiva adjunta do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e diretora da primeira escola de Desenho Industrial da América Latina, participando ativamente tanto da construção da paisagem da cidade, como da promoção da arte e da educação.
No processo de elaboração da Constituição de 1988, Carmen Portinho é escolhida por outras mulheres para entregar a Carta das Mulheres ao presidente da Câmara, Ulysses Guimarães, em reconhecimento de sua longa luta pela causa feminista.