Em poucas décadas de atuação, os esforços feministas conquistam seus primeiros resultados, entre eles mulheres entrando no mercado de trabalho como advogadas, médicas, arquitetas, engenheiras etc. Carmen Portinho é uma delas, sendo a terceira mulher a se formar em Engenharia no Brasil, em 1926. Anos mais tarde, em 1939, torna-se uma das primeiras urbanistas do país.
A luta pelo voto feminino tem algumas tentativas frustradas, e vira realidade inicialmente no Rio Grande do Norte, em 1927, quando a professora Celina Guimarães se torna a primeira eleitora brasileira. Em 1928, Alzira Soriano é nomeada prefeita da cidade de Lajes, sendo a primeira mulher eleita do Brasil. Ações continuam no resto do país, entre elas o sobrevoo no Rio de Janeiro, quando Carmen Portinho e outras companheiras promovem uma “chuva” de panfletos informativos sobre a importância do voto feminino.
No final dos anos 1920, é cada vez mais comum jovens mulheres ingressando nos cursos superiores. Assim, em 1929, Portinho e outras feministas fundam, no Rio de Janeiro, a União Universitária Feminina, criando uma rede de apoio às estudantes de todo o Brasil. As mulheres começam a aparecer mais, e jornais e revistas abrem espaço para informação por e para mulheres, como por exemplo a coluna dominical do jornal O Paiz, escrita por Portinho, Bertha Lutz e Orminda Bastos, focando em assuntos que vão de cuidados de beleza à emancipação feminina.