O voto e a luta pela igualdade

O 2º Congresso Internacional Feminino acontece no Rio de Janeiro em 1931, e reúne mulheres do Brasil e do mundo. A legalização do voto feminino no Rio Grande do Norte é um dos temas mais discutidos. No Congresso, além das reuniões, ocorrem diversas ações, desde práticas de decoração doméstica ao 1º Salão Feminino de Artes, organizado por Portinho. A exposição acontece logo a seguir ao Salão de 31, organizado por Lucio Costa e que busca revolucionar o ensino na ainda acadêmica Escola Nacional de Belas Artes.

O Congresso serviu, principalmente, para organizar estratégias para tornar o voto feminino uma realidade nacional. Entre elas, a reunião entre Carmen Portinho e o Presidente Getúlio Vargas, na qual Portinho solicita o direito ao voto feminino integral em escala nacional, direito que seria reconhecido em 24 de fevereiro de 1932.

Após a confirmação da emancipação política, Carmen Portinho e outras feministas focam seus esforços na luta pela igualdade, principalmente a independência da mulher em relação ao homem. Em suas palavras ao jornal A Noite, e não menosprezando a vitória obtida, Portinho declara: “Que importância pode ter para nós o direito ao voto ante outros grandes direitos que não obtivemos?”



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