Programação Cinemateca no CCBB RJ

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A Cinemateca do MAM e o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro apresentam uma parceria de programação dedicada ao mundo do cinema em todas as suas épocas, origens, gêneros e expressões. Desde outubro, a Cinemateca exibe parte de seu acervo em mostras que ocupam o Cinema do CCBB RJ.

A Cinemateca do MAM e o CCBB-RJ mantêm laços de colaboração desde os anos 1990, sob as formas de parcerias, projeção de filmes, empréstimos de cópias, programações conjuntas e consultorias, além do trabalho de duplicação e restauração de filmes brasileiros, que contribui para a permanência da memória do audiovisual nacional. 

Em 2024, o CCBB doou seu acervo em VHS para a Cinemateca, uma coleção de aproximadamente 1.700 títulos, que abrange filmes de grande relevância na história do cinema, tanto nacional como estrangeiro, estreitando ainda mais os laços de parceria e intercâmbio com o MAM, importante equipamento cultural da cidade. A parceria inclui também a doação de catálogos das mostras de cinema realizadas no CCBB, para incorporação ao acervo da Cinemateca.

No Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro 
Rua Primeiro de Março 66, Centro   
Sala de Cinema 2, 50 lugares   

Ingressos gratuitos, disponibilizados às 9h do dia da sessão na bilheteria física ou no site.

JUNHO 2026

Digital – A outra volta do parafuso
O cinema digital ainda passa por questionamentos de diferentes ordens, mesmo depois de três décadas de sua presença no cenário mundial. A tecnologia, que revolucionou a produção, distribuição e exibição de filmes, continua inserida em um amplo debate social e conceitual. Como os documentários que abrem e encerram a mostra A outra volta do parafuso indicam, as oposições analógico versus digital, película versus dados ou 35mm versus DCP ainda parecem pautar a compreensão das novas ferramentas de criação audiovisual.

No limiar de outra transformação tecnológica do meio, com a incorporação da inteligência artificial ao repertório de opções criativas, é possível indagar o que teria sido o cinema digital até este momento. Refazendo seu percurso histórico, a mostra procura identificar alguns passos do cinema digital, dando nuances às incorporações técnicas e estéticas mais significativas. A seleção procura chamar a atenção para o que é o digital, seu caráter híbrido que incorpora muitos elementos da tecnologia fotoquímica, e sua conotação simbólica – mais ou menos realista, mais ou menos hiperrealista, sci-fi, fantasioso, virtual.

Ultrapassando a oposição artificial grão versus pixel, a mostra procura demonstrar caminhos e escolhas diante da convivência de tecnologias mais antigas com outras mais novas. A película não entrou em desuso e os diferentes tipos de imagem e som digital compõem uma enorme paleta de opções.

As ferramentas digitais estiveram por muito tempo direcionadas para um resultado final em película. A busca por um processo totalmente digital, da criação à apresentação pública, vai se definindo à medida em que se percebe a compatibilidade entre película e conversão da luz em dados. A história do cinema digital não se resume à mudança do suporte, inclusive porque em seu marco simbólico de nascimento, os filmes realizados com a câmara Sony HDW-F900, o registro ainda é feito em fita HDCam e não em cartões ou discos duros, padrão que se estende aos formatos e câmaras Betacam Digital, MiniDV, DVCam e outros, todos igualmente usando cartuchos de fitas magnéticas. Só com a câmara Thomson Viper, utilizada por diretores como Michael Mann e David Fincher, se passou a uma captura e transmissão de dados crus e aos novos suportes citados, tidos como tipicamente digitais (o sinal o é em todos), lembrando ainda suas virtudes estéticas de registro no “escuro”, advindas da amostragem de cor mais completa e da composição do pixel.

Embora se pense muito em uma evolução de complexidade, por exemplo, quanto à resolução, do 720 e do 1080 para o 2, 4, 8K…, a criação, e a escolha dos seus instrumentos, se divide em tendências de emulação da película (Ataque dos clones), naturalismo (Extermínio), busca de um efeito videográfico mais pronunciado (Lili Chou-Chou), hiperrealismo (Amélie Poulain), e mesmo não-realismo (Gênio do mal). É muito mais significativo que os 4K da câmera Red One M proporcionem o desfoque do fundo do que a definição acurada dos elementos da imagem. Ou ainda que o uso de câmeras não profissionais, como a Canon 5D, além de democratizar a ferramenta pelo seu baixo custo, criem paletas visuais particulares e irredutíveis umas às outras. E que o triunfo da câmera Arri, modelo Alexa, à parte suas funcionalidades mais amigáveis, seja um triunfo do realismo visual mais tradicional.

A revolução digital se estendeu a praticamente todos os campos de criação fílmica – fotografia, montagem, cenografia, etc. – e mesmo os defensores de um cinema em película utilizam em grande medida a chamada “intermediação digital”, como a montagem e o tratamento de cor em computador. O que não é tão conhecido e seja bem mais decisivo para a psicofisiologia da percepção de uma projeção cinematográfica, compreende a tecnologia de iluminação do projetor, que altera mais significativamente a imagem de um filme, em película (carvão ou lâmpada xenon) ou digital (laser fósforo ou laser RGB), do que se há grão ou não. Mesmo no terreno estritamente digital, a passagem dos projetores digitais de lâmpada xenon para os projetores digitais a laser, reconfiguram fortemente cores, profundidade, relevo e muitos outros elementos, sem falar no som, que será objeto de uma outra mostra, dedicada exclusivamente à criação sonora digital no cinema.

SEG 1 . 17h
Digital. Lado a lado (Side by Side), de Christopher Kenneally. EUA, 2012. Documentário. Com David Fincher, James Cameron, Steven Soderbergh. 99’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 10 anos.

QUA 3 . 17h
Digital. Em busca da vida (三峡好人/San xia hao ren), de Jia Zhang-ke. China/Hong-Kong, 2006. Com Zhao Tao, Han Sanming, Li Zhubing. 112’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 12 anos.

SEX 5 . 17h
Digital. Tron – Uma odisseia eletrônica (Tron), de Steven Lisberger. EUA/Taiwan/Japão/Reino Unido, 1982. Com Jeff Bridges, Bruce Boxleitner, David Warner. 133’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa livre.

SÁB 6 . 14h
Digital. Guerra nas estrelas: Episódio 2 – O ataque dos clones (Star Wars: Episode 2 – Attack of the Clones), de George Lucas. EUA/Reino Unido, 2002. Com Hayden Christensen, Natalie Portman, Ewan McGregor. 142’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 10 anos.

SÁB 6 . 17h
Digital. Colateral (Collateral), de Michael Mann. EUA, 2004. Com Tom Cruise, Jamie Foxx, Jada Pinkett Smith. 120’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 16 anos.

DOM 7 . 14h
Digital. Ondas do destino (Breaking the Waves), de Lars von Trier. Dinamarca/Suécia/França/Noruega/Islândia/Finlândia/Itália/Bélgica/Alemanha/Suíça/EUA/Reino Unido/Holanda, 1996. Com Emily Watson, Stellan Skarsgård, Katrin Cartlidge. 153’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 16 anos.

DOM 7 . 17h
Digital. Cavalo de vento (Windhorse), de Paul Wagner. EUA, 1998. Com Dadon, Jampa Kelsang, Richard Chang. 97’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 14 anos.

SEG 8 . 17h
Digital. Corações livres (Elsker dig for evigt), de Susanne Bier. Dinamarca, 2002. Com Sonja Richter, Nikolaj Lie Kaas, Mads Mikkelsen. 113’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa livre.

QUA 10 . 17h
Digital. Eu sou um cyborg, e daí? (싸이보그지만 괜찮아/Ssa-i-bo-geu-ji-man gwaen-cha-na), de Park Chan-wook. Coreia do Sul, 2006. Com Lim Soo-jung, Rain, Park Byeong-eun. 107’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 14 anos.

SEX 12 . 17h
Digital. Tron – O legado (Tron: Legacy), de Joseph Kosinski. EUA/Índia/Reino Unido/México/Japão/Canadá, 2010. Versão plana/2D. Com Jeff Bridges, Garrett Hedlund, Olivia Wilde. 125’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 10 anos.

DOM 14 . 14h
Digital. Em busca do arco-íris (Rainbow), de Bob Hoskins. Reino Unido/Canadá, 1995. Com Willy Lavendel, Bob Hoskins, Jack Fisher. 98’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa livre.

SEG 15 . 17h
Digital. General Magic, de Sarah Kerruish e Matt Maude. EUA, 2018. Documentário. Com Tony Fadell, Andy Hertzfeld, Marc Porat. 93’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 10 anos.

QUA 17 . 17h
Digital. O fabuloso destino de Amélie Poulain (Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain), de Jean-Pierre Jeunet. França/Alemanha, 2001. Com Audrey Tautou, Mathieu Kassovitz, Rufus. 122’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 14 anos.

QUI 18 . 17h
Digital. Lúcia e o sexo (Lucía y el sexo), de Julio Medem. Espanha/França, 2001. Com Paz Vega, Tristán Ulloa, Najwa Nimri. 128’. Exibição em digital. Classificação indicativa 18 anos.

SEX 19 . 17h
Digital. Tron: Ares, de Joachim Rønning. EUA/Canadá/Nova Zelândia, 2025. Com Jared Leto, Greta Lee, Jeff Bridges. 119’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 12 anos.

SÁB 20 . 14h
Digital. Atanarjuat: O corredor (Atanarjuat), de Zacharias Kunuk. Canadá, 2001. Com Natar Ungalaaq, Sylvia Ivalu, Peter-Henry Arnatsiaq. 172’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 14 anos.

DOM 21 . 14h
Digital. O segredo dos seus olhos (El secreto de sus ojos), de Juan José Campanella. Argentina, 2009. Com Ricardo Darín, Soledad Villamil, Pablo Rago. 129’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 16 anos.

SEG 22 . 17h
Digital. Distrito 9 (District 9), de Neill Blomkamp. África do Sul/EUA/Nova Zelândia/Canadá, 2009. Com Sharlto Copley, David James, Jason Cope. 112’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 14 anos.

QUI 25 . 17h
Digital. O apartamento (فروشنده /Forušande), de Asghar Farhadi. Irã/França/Catar/EUA, 2016. Com Shahab Hosseini, Taraneh Alidoosti, Babak Karimi. 124’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 12 anos.

SÁB 27 . 14h
Digital. O outro lado do vento (The Other Side of the Wind), de Orson Welles. França/Irã/EUA, 1970-2018. Com John Huston, Oja Kodar, Peter Bogdanovich. 122’. + Um corte final para Orson: 40 anos em produção (A Final Cut for Orson: 40 Years in the Making), de Ryan Suffern. EUA, 2018. Documentário. Com Frank Marshall, Peter Bogdanovich, Filip Jan Rymsza. 38’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 14 anos.

DOM 28 . 14h
Digital. Dançando no escuro (Dancer in the Dark), de Lars von Trier. Dinamarca/Alemanha/Itália/França/Suécia/Finlândia/Islândia/Noruega/Reino Unido/EUA/Holanda, 2000. Com Björk, Catherine Deneuve, David Morse. 135’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 16 anos.

DOM 28 . 17h
Digital. Frances Ha, de Noah Baumbach. EUA, 2012. Com Greta Gerwig, Mickey Sumner, Adam Driver. 86’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 14 anos.

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