São Paulo (1982–1991)

Em 1979, Rubem Valentim, ainda em Brasília, cria o Marco Sincrético da Cultura Afro-brasileira, uma grande escultura de concreto de mais de 8,5 metros de altura que é instalada permanentemente na Praça da Sé, no centro da cidade de São Paulo. 

Três anos depois, em 1982, o artista começa a dividir o tempo entre Brasília e São Paulo. Nesta fase é perceptível a influência dos pontos riscados da umbanda e de elementos visuais de culturas indígenas, e seu trabalho com serigrafia resulta em uma popularização de sua obra. 

O interesse por estruturas sociais de acesso ao espiritual continua, e Valentim desenvolve estudos com outros sistemas de crenças, como o I Ching, sistema divinatório chinês, e a ordem esotérica Rosa-Cruz, movimento místico e filosófico com origens no século 17 na Europa. Em seus cadernos, o artista revela o interesse por símbolos holísticos, mágicos e alquímicos, e experimenta em seus emblemas, por exemplo, o uso de mandalas e outras formas esotéricas ou ritualísticas.

Em seus últimos anos, o processo criativo do artista continua experimentando a relação entre geometria, cor e referências visuais e culturais dos símbolos afro-brasileiros e de outras origens, que resultam em um sincretismo de aspiração universal. 

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