Paulo Paes

Belém, PA, Brasil, 1960

Nascido em Belém do Pará em 1960, Paulo Paes mudou-se para o Rio de Janeiro em 1978, ingressando na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, onde permaneceu como aluno e depois professor até 1992. Hoje reside em Cabo Frio, Rio de Janeiro. O objeto atual de sua pesquisa gira em torno de estruturas subaquáticas inseridas no bioma para atrair e fixar vida, produzindo uma cultura material relacionada à rotina desses seres. Em Arraial do Cabo, realizou durante nove anos experimentos em parceria com o Instituto de Estudos do Mar da Marinha Almirante Paulo Moreira – IEAPM, no campo de provas da Marinha. Paralelamente, desenvolve as pesquisas contínuas em esculturas infláveis de papel de seda derivadas dos balões juninos de ar quente, e experimentos psiconáuticos e espirituais com plantas, construções navais, e pinturas-objetos em laminados melamínicos.

A exposição Composições para tempos insurgentes conta com a instalação comissionada Plumária Pneumática, parte de uma série de esculturas infláveis. A obra é resultado da pesquisa do artista com balões de papel e seu universo lúdico e tecnológico, a partir do contato com mestres baloeiros e com o ritual em torno dessa prática nas zonas norte e oeste do Rio de Janeiro. O artista resgata e preserva fundamentos tecnológicos e elementos visuais de uma tradição enraizada na memória coletiva, ameaçada de extinção em decorrência dos riscos que a atividade de soltar balões representa. Ao se apropriar das bases técnicas da arte dos balões, o artista mergulha nas questões puramente espaciais e pictóricas envolvidas, criando objetos infláveis feitos em papel de seda, celofane ou plástico, dissociados da função original de artefato voador. São esculturas de escalas variadas, insufladas por ventoinhas, dispostas no espaço expositivo, de forma a criar um ambiente para dar acesso a toda a potência plástica que esta forma de fazer escultórico concentra. 

Texto enviado pelo artista

Born in Belém do Pará in 1960, Paulo Paes moved to Rio de Janeiro in 1978, joining the Escola de Artes Visuais do Parque Lage, where he remained as a student and, later, as a teacher until 1992. Today he lives in Cabo Frio, Rio de Janeiro. The current object of his research revolves around underwater structures inserted in the biome to attract and fix life, producing a material culture related to the routine of these beings. In Arraial do Cabo he carried out experiments for nine years in partnership with the Instituto de Estudos do Mar da Marinha Almirante Paulo Moreira – IEAPM, in the Navy’s test field. In parallel, he develops a continuous research on inflatable tissue paper sculptures derived from hot air balloons, and psycho-nautical and spiritual experiments with plants, naval constructions, and painting-objects in melamine laminates.

The exhibition Compositions for Insurgent Times features the installation Pneumatic Plumeria, part of a series of inflatable sculptures. The work is the result of the artist’s research on paper balloons and its playful and technological universe, from his contact with balloon masters and the ritual surrounding this practice in the north and west districts of Rio de Janeiro. The artist rescues and preserves technological foundations and visual elements of a tradition rooted in the collective memory, threatened with extinction due to the risks that the activity of launching balloons represents. By appropriating the technical bases of balloon art, the artist immerses himself in the purely spatial and pictorial issues involved, creating inflatable objects made of tissue paper, cellophane or plastic, dissociated from the original function of the flying artifact. Sculptures of different scales, blown by fans, are placed in the exhibition space, in order to create an environment that gives access to all the plastic power that this form of sculptural making concentrates.

Text sent by the artist

Obra
Plumária Pneumática (1989-2021)
colagem em papel seda, ventoinhas e circuito elétrico



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