Seminário – Educação e Museus

Educação e Museus
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SEX 30 OUT . 9h30 – 18h
SÁB 31 OUT . 9h30 – 13h

Dias 30 e 31 de outubro de 2026, o MAM Rio realizará, em colaboração com a UNESCO, o seminário internacional Educação e Museus. O encontro estabelece um diálogo com o histórico Seminário sobre a Função Educativa dos Museus, promovido pela UNESCO no MAM Rio em 1958, ano da inauguração do Bloco Escola, na sede definitiva do museu.

Ao longo de dois dias, o seminário reunirá educadores, gestores museais e profissionais do campo da cultura, em uma programação composta por palestras, debates e mesas-redondas. A iniciativa propõe um espaço de reflexão sobre as possibilidades das práticas educacionais em museus, e sobre os desafios contemporâneos na construção de processos educativos que conectam instituições culturais com a sociedade civil.

A conferência parte de reflexões contextuais e históricas, e estará construída em torno de três concepções: museus como espaço de pesquisa e formação; práticas experimentais e pedagogias alternativas; e democracia e a contribuição dos museus a processos de cidadania. 

A programação contará com grupos de trabalho dedicados à construção coletiva de estratégias e reflexões sobre atitudes experimentais em processos pedagógicos e de formação em museus. 

O seminário é realizado pelo MAM Rio com cooperação da UNESCO, e tem patrocínio da Petrobras e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – Apex-Brasil.

Inscrições via formulário.
Evento gratuito. Espaço sujeito a lotação. Participação por ordem de chegada.
Emissão de certificado mediante participação nos dois dias do seminário. 
Solicite pelo email [email protected] 

PROGRAMAÇÃO

SEX 30 OUT

8h30 – 9h30 | Café da manhã

9h30 – 10h | Introdução 
Representação da ApexBrasil, Isabel de Paula (coordenadora de cultura da UNESCO) e Yole Mendonça (diretora executiva do MAM Rio).

10h – 11h | Mesa 1 – Museus como centros de educação: Perspectivas históricas e o caso do MAM Rio
Pablo Lafuente, diretor artístico do MAM Rio, e Yaiza Hernández, professora na Universidade de Southampton e ex-diretora de Programas Públicos do Museu de Arte Contemporânea de Barcelona (MACBA). 

11h – 12h | Mesa 2 – Museus como centros de educação: Exemplos, possibilidades e limites
Isabel de Paula, coordenadora de cultura da UNESCO, e Alejandro Cevallos, professor na Pontifícia Universidade Católica do Equador, e ex-diretor do Museu da Cidade, em Quito.

12h – 13h30 | Intervalo de almoço

13h30 – 14h30 | Mesa 3 – Pedagogias experimentais e “outras escolas”
Sofía Olascoaga, pesquisadora e educadora, co-curadora da 32a Bienal de São Paulo em 2016, e Gabi Ngcobo, diretora do Kunstinstituut Melly, em Rotterdam, e co-curadora da 32a Bienal de São Paulo em 2016.

14h30 – 15h30 | Mesa 4 – Museus e processos de pesquisa, formação e conhecimento
Gleyce Kelly Heitor, diretora de educação no Instituto Inhotim, Brumadinho e Renata Bittencourt, diretora de educação do Instituto Moreira Salles. 

15h30 – 16h | Intervalo café

16h30 – 17h30 | Mesa 5 – Museus como plataformas de cidadania 
Elvira Espejo, artista e ex-diretora do Museo Nacional de Etnografia e Folclore, de La Paz, conversa com Moacir dos Anjos, coordenador geral do Museu do Homem do Nordeste, de Recife. 

17h30 – 18h | Considerações

SÁB 31 OUT

9h – 9h30 | Café da manhã

9h30 – 13h | Atividade – Grupos de trabalho
Organização de grupos de trabalho, com foco em estratégias que possam garantir atitudes experimentais em processos pedagógicos e de formação em museus. 

SOBRE OS PALESTRANTES 

Alejandro Cevallos é artista e antropólogo visual. Sua trajetória situa-se na interseção entre práticas artísticas, educação e trabalho comunitário, principalmente com organizações de comerciantes populares. Explora formas colaborativas de produção de conhecimento e agenciamento a partir das tensões entre instituições, comunidades e territórios. Desenvolveu projetos de educação popular e investigação-ação participativa tanto com organizações de base quanto em instituições culturais. Foi coordenador de Pesquisa e Mediação Comunitária da Fundación Museos de la Ciudad de Quito (Equador), entre 2011 e 2016, diretor do Museo de la Ciudad (Quito, Equador), entre 2021 e 2024, e diretor de Pesquisa e Pedagogia em Artes da Universidad de las Artes (Guayaquil, Equador), entre 2025 e 2026. É membro da Another Roadmap for Art Education e do grupo de trabalho “Pensamiento, praxis y estéticas descoloniales críticas sur-sur”, do Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales (CLACSO).

Elvira Espejo Ayca é artista plástica, tecelã e narradora da tradição oral de sua comunidade de origem, o ayllu Qaqachaka, na província de Avaroa, departamento de Oruro, Bolívia. Falante de aimará, quéchua e espanhol, desenvolve uma obra enraizada nos saberes andinos e em diálogo com linguagens contemporâneas a partir de uma perspectiva intercultural. Dirigiu o Museo Nacional de Etnografía y Folklore (MUSEF), em La Paz, Bolívia, onde promoveu uma renovação do enfoque museológico e fortaleceu a relação entre coleções e comunidades. Em 2020, tornou-se a mulher mais jovem à receber a Medalha Goethe da República Federal da Alemanha. Em 2024, foi condecorada como Cavaleira da Ordem das Artes e das Letras pela embaixada da França na Bolívia, em 2025, recebeu o Prêmio Ibero-Americano de Arte Autóctone. Sua trajetória também inclui atuação na produção de catálogos, materiais educativos, vídeos e no projeto Museo Portátil.

Gabi Ngcobo é curadora, educadora e profissional da cultura. Desde janeiro de 2024, é diretora do Kunstinstituut Melly, em Roterdã, Países Baixos, onde promove o diálogo crítico, a aprendizagem coletiva e novas formas de colaboração artística. Antes, foi diretora de curadoria do Javett Art Centre at the University of Pretoria (Javett-UP), em Pretória, África do Sul, instituição que ajudou a reimaginar como uma “academia viva”. Foi curadora da 10ª Berlin Biennale, We Don’t Need Another Hero, em 2018, e cocuradora da 32ª Bienal de São Paulo, Incerteza viva (2016). Também integrou o comitê de comissionamento da Hartwig Art Foundation e desenvolveu projetos curatoriais independentes na África, Europa e outras regiões. Foi professora da Wits School of Arts, em Joanesburgo, África do Sul, e é integrante fundadora das plataformas NGO – Nothing Gets Organised e Center for Historical Reenactments.

Gleyce Kelly Heitor é educadora, pesquisadora e museóloga. Doutora em história social da cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), mestra em museologia e patrimônio pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e pelo Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) e graduada em história pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Atualmente, é diretora de educação e território no Instituto Inhotim. Foi diretora de Educação na Oficina Francisco Brennand e no Instituto Tomie Ohtake. Implementou e liderou projetos de pesquisa, formação e educação em artes no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), na Elã – Escola Livre de Artes, do Observatório de Favelas, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV) e no Museu de Arte do Rio (MAR). Atua como gestora e consultora em programas de educação, formação e desenvolvimento comunitário, com foco em direito à memória, museus e território, arte e natureza, inclusão e equidade racial.

Isabel de Paula é coordenadora de cultura da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil. É mestra em desenvolvimento, sociedade e cooperação internacional pelo Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (CEAM) da Universidade de Brasília (UnB), pós-graduada em gestão e políticas culturais pela Universidade de Girona, em Girona, Espanha, e graduada em comunicação social pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB). Na UNESCO, coordena projetos de cooperação técnica internacional voltados à preservação do patrimônio cultural, à concepção e ao desenvolvimento de museus, à salvaguarda da memória e das línguas indígenas, à valorização da diversidade cultural e à promoção da economia criativa no Brasil. Sua atuação abrange iniciativas de cooperação cultural e desenvolvimento de políticas e projetos no campo da cultura.

Moacir dos Anjos é coordenador-geral do Museu do Homem do Nordeste, da Fundação Joaquim Nabuco, em Recife. Foi curador da 29ª Bienal de São Paulo (2010). Entre suas curadorias recentes estão Negros na piscina (Pinacoteca do Ceará, 2022), com Fabiana Moraes; Mutirão. MCP | Movimento de Cultura Popular 1960–1964, na Fundação Joaquim Nabuco, em Recife, Brasil (2024); e Arte subdesenvolvida, apresentada nos Centros Culturais Banco do Brasil (CCBB) de São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília, Brasil (2024–2025).

Pablo Lafuente é um curador, educador e gestor cultural. Trabalhou como curador da 31a Bienal de São Paulo (2014), e das exposições Dja Guata Porã: Rio de Janeiro indígena (Museu de Arte do Rio, 2016-2017), Some May Work as Symbols: Art Made in Brazil 1950s–70s (Raven Row, Londres, 2024), e Lugar de estar: o legado Burle Marx, apresentada no MAM Rio em 2025 e no Centro Cultural de Belém em Lisboa, Portugal, em 2026. Foi coordenador do Programa CCBB Educativo no Centro Cultural Banco do Brasil em 2018-2019, e professor no Central Saint Martins, em Londres, Reino Unido e na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Porto Seguro (2015–2016).  Desde 2020 é diretor artístico do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), e desde 2026 faz parte do conselho do CIMAM (Comité Internacional de Museus e Coleções de Arte Moderna e Contemporânea).

Renata Bittencourt é educadora, gestora cultural e historiadora da arte, com mestrado e doutorado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), dedicados à investigação da representação da figura negra na arte brasileira. Atuou no Itaú Cultural e na Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Foi secretária da Cidadania e da Diversidade do Ministério da Cultura, diretora de Processos Museais no Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e diretora executiva do Instituto Inhotim. Atualmente, é diretora de educação do Instituto Moreira Salles, onde atua desde 2020. Foi contemplada pela Fulbright, pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e pela Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA). Sua atuação combina educação, gestão cultural e pesquisa sobre arte, representação e relações raciais no Brasil.

Sofía Olascoaga é artista e curadora. Seu trabalho concentra-se nas interseções entre arte e educação e envolve metodologias de pesquisa coletiva, pensamento crítico e formatos experimentais, promovendo encontros voltados à memória coletiva, à aprendizagem e à ação compartilhada. Foi cocuradora da 32ª Bienal de São Paulo, curadora acadêmica do Museo Universitario Arte Contemporáneo (MUAC), na Cidade do México, México, e coordenadora de Educação e Programas Públicos do Museo de Arte Carrillo Gil, também na Cidade do México. Sua pesquisa aborda modelos alternativos de educação, comunidade e autonomia, assim como formas de construção coletiva do conhecimento, com especial atenção à relação entre arte e culturas alimentares.

Yaiza Hernández Velázquez é professora sênior da Winchester School of Art, da University of Southampton, em Southampton, Reino Unido. Antes de retornar à academia, trabalhou por mais de uma década em instituições de arte. Sua pesquisa concentra-se nas instituições e infraestruturas da arte, incluindo exposições, galerias, museus e arquivos, e envolve também a colaboração com artistas e instituições culturais. Mais recentemente, foi cocuradora da trienal [contra]panorama, no Museu d’Art Contemporani de Barcelona (MACBA), em Barcelona, Espanha, e integrou o comitê de especialistas que assessorou a reconfiguração da coleção permanente do Museo Nacional de Antropología, em Madri, Espanha. É autora de Coleccionismo, Universalismo, Extinción, a ser publicado pela TEA Tenerife Espacio de las Artes, e integra o coletivo editorial do Journal of Visual Culture.

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